🌳 Oiê! Que alegria te ver por aqui!
📽️ Assista ao vídeo aqui embaixo pra descobrir quem eu sou...
ou então, se preferir, é só rolar a página e desvendar cada um dos meus segredos! 🍂✨
🌳 Oiê! Que alegria te ver por aqui!
📽️ Assista ao vídeo aqui embaixo pra descobrir quem eu sou...
ou então, se preferir, é só rolar a página e desvendar cada um dos meus segredos! 🍂✨
Olá Visitante! Eu sou a Mama-cadela, mas você pode me chamar pelo meu nome científico, Brosimum gaudichaudii Trécul. Vamos explorar algumas das minhas características especiais:
🌎 Onde você pode me encontrar: Sou uma espécie nativa e muito característica do Cerrado brasileiro, com ampla distribuição pelo Brasil Central — ocorro em estados como Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. Pertenço à família Moraceae — a mesma da figueira, da amoreira, da jaca e da fruta-pão! Meu nome popular, tão pitoresco, vem do formato dos meus frutos, que brotam em protuberâncias na haste. E coleciono muitos outros nomes: mamica-de-cadela, algodãozinho, fruta-de-cera, chiclete-do-cerrado, amoreira-do-campo, mururerana, inharé e ipê-do-sertão, entre vários.
📏 Altura e diâmetro: Sou um arbusto ou pequena árvore, caducifólia, de porte modesto — costumo medir de 2 a 8 metros de altura, com tronco tortuoso e irregular e casca acinzentada, espessa e rugosa. Essa forma retorcida e a casca grossa são adaptações para resistir aos fogos periódicos e à intensa insolação do Cerrado. Como boa representante da família Moraceae, exsudo um látex branco quando meus galhos ou folhas são feridos. Tenho também um poderoso sistema de raízes longas e profundas, que buscam água nas camadas mais fundas do solo.
🐝 Amigos polinizadores: Sou uma espécie monoica — tenho flores masculinas e femininas no mesmo indivíduo — e minhas flores, pequenas e sem pétalas, ficam agrupadas em uma estrutura globosa, arredondada, presa no ponto de inserção das folhas nos ramos. Essa disposição peculiar atrai insetos polinizadores, que circulam entre as flores agrupadas durante o período de floração, na transição da estação seca para a chuvosa.
🌼 Florindo com charme: Minhas flores são bem diferentes das flores vistosas de outras árvores — são miúdas, carnosas e reunidas em uma cabeça (inflorescência) globosa e compacta, característica da família Moraceae. Não têm pétalas coloridas, mas se agrupam formando uma pequena esfera. A floração ocorre principalmente entre junho e novembro, dependendo da região.
🍃 Folhas fascinantes: Minhas folhas são simples, alternas e de consistência bem firme (coriácea), com pecíolo curto. Um detalhe de identificação: a face superior tende a ser mais lisa, enquanto a face inferior é aveludada, com uma pilosidade esbranquiçada e nervuras salientes. Quando feridas, também liberam o látex branco típico do gênero. Por ser caducifólia, perco parte das folhas na estação seca.
🌱 Como me reproduzo: Novas plantas como eu nascem a partir de sementes. A dispersão é zoocórica — meus frutos carnosos e adocicados atraem a fauna, e são os animais que espalham minhas sementes pela paisagem do Cerrado. Sou uma espécie silvestre e rústica, bem adaptada às condições do bioma, e existem inclusive estudos da Embrapa avaliando meu cultivo em diferentes substratos.
🌳 Frutos intrigantes: Meus frutos são o que me deram o nome! São carnosos, de coloração amarela a alaranjada quando maduros, originados de várias flores que se fundem numa estrutura globosa presa à haste — e é esse arranjo em protuberâncias que lembra as mamas de uma cadela. Não se abrem quando maduros (são indeiscentes) e têm sabor adocicado. A frutificação ocorre entre setembro e novembro, e os frutos são muito apreciados pela fauna do Cerrado.
🌳 Onde plantar a Mama-cadela?
Espécie rústica, de porte pequeno, resistente ao fogo e de valor ecológico para o Cerrado — adequada para restauração e para plantios que valorizem a fauna.
✅ Locais indicados:
Projetos de restauração e recomposição de áreas de Cerrado
Praças, parques e jardins temáticos de flora nativa do Cerrado
Plantios voltados à atração de fauna frugívora, em solos bem drenados
Áreas de Cerrado sujeitas a queimadas manejadas, dada sua resistência ao fogo
⚠️ Evite plantar:
Em solos permanentemente encharcados — prefiro terrenos secos e bem drenados
Em locais muito sombreados
Em regiões de clima frio intenso, fora da sua zona de ocorrência natural
❗ Produtos Florestais Não Madeireiros — ATENÇÃO ESPECIAL: Aqui há informações importantes de segurança! Sou uma das plantas mais famosas do Cerrado na medicina tradicional, especialmente associada ao tratamento de manchas de pele. A ciência estuda intensamente os meus compostos: pesquisas de instituições como a USP e a UNESP identificaram nos meus tecidos — sobretudo na casca e nas raízes — furanocumarinas como o psoraleno e o bergapteno, substâncias fotossensibilizantes que interagem com a luz do sol. É justamente por isso que preciso de um alerta reforçado: estudos científicos publicados demonstraram que essas furanocumarinas, quando expostas à radiação ultravioleta, podem ser fototóxicas, genotóxicas e mutagênicas em determinadas doses. Ou seja, não são substâncias inofensivas! Por isso, trata-se de investigação científica e de desenvolvimento de medicamentos formais — e jamais de recomendação de uso caseiro. As minhas raízes, casca, folhas e demais partes não devem ser retiradas, preparadas ou consumidas por conta própria, tanto pelo risco real à saúde de quem manipula quanto porque a retirada da casca e, principalmente, das raízes compromete gravemente a minha sobrevivência e pode me matar. Qualquer aplicação desses compostos deve ocorrer exclusivamente sob orientação médica e a partir de medicamentos regularizados. Meus frutos, esses sim, são consumidos tradicionalmente pela fauna e pelas pessoas do Cerrado. Mas o meu maior valor, aqui neste espaço público, é ecológico e ornamental: sou símbolo da resistência do Cerrado. Preserve-me de pé e intacta!
Junte-se a Nós num esforço de Preservação das Áreas Verdes.
E então, ficou fascinado? Vamos unir esforços para preservar árvores como eu e tornar nossa cidade ainda mais bonita e agradável!
Agradecemos muito pela sua visita! Se essa jornada botânica te cativou, não hesite em dar um "like" e compartilhar com seus amigos que também apreciam a natureza. 🌿🌍
Ah, e se quiser saber mais sobre mim, dá uma espiadinha nas referências aqui embaixo. 😉🌳🔍
Brosimum gaudichaudii Trécul — Árvores do Bioma Cerrado
Avaliação preliminar de cultivo de mama-cadela em diferentes substratos — Portal Embrapa
SOBRE O PROJETO "O CÓDIGO DAS ÁRVORES"
Costuma-se dizer que só valorizamos aquilo que conhecemos. Foi a partir dessa ideia simples — e poderosa — que nasceu o projeto "O Código das Árvores": a convicção de que, ao aproximar as pessoas das árvores que as cercam todos os dias, criamos vínculos de afeto, respeito e cuidado com o patrimônio natural da nossa cidade.
Em uma ação inovadora, o Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Jataí está à frente deste projeto de extensão, registrado junto à Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Esporte. A iniciativa tem como objetivo mapear, identificar e codificar as árvores urbanas de Jataí, transformando informação científica em conhecimento acessível a toda a população — moradores e visitantes. Mais do que catalogar espécies, o projeto busca democratizar o acesso ao conhecimento sobre a nossa flora, colocando a ciência ao alcance de todos, de forma simples, gratuita e a poucos toques de distância.
A equipe trabalha de maneira integrada, oferecendo treinamentos e oficinas de capacitação tanto para profissionais da área ambiental do município quanto para estudantes do ensino fundamental e médio da região. A proposta é semear, desde as fases iniciais da formação educacional, o conhecimento sobre a biodiversidade local e o compromisso com a preservação ambiental.
Por meio de ações educativas e de ferramentas como as placas com QR code espalhadas pela cidade, "O Código das Árvores" convida cada pessoa a conhecer a história, a importância ecológica e as curiosidades de cada espécie — e, ao conhecer, a proteger. Afinal, cada árvore preservada é um presente para as gerações de hoje e de amanhã.
A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Município e está sempre aberta a novas parcerias com os setores acadêmico, governamental e empresarial da nossa região, unindo esforços em favor de práticas sustentáveis.
Idealizado e coordenado com o desejo sincero de retribuir à cidade que tanto nos acolhe, "O Código das Árvores" é, acima de tudo, um presente para Jataí — um convite para que todos nós olhemos para cima, reconheçamos as árvores pelo nome e caminhemos juntos rumo a um futuro mais verde, mais consciente e mais sustentável.
🌳 Conheça. Valorize. Preserve.
Obrigado pela visita!
Equipe do Projeto "O Código das Árvores "
Engenharia Florestal
Instituto de Ciências Agrárias
Universidade Federal de Jataí
NOSSOS PARCEIROS