🌳 Oiê! Que alegria te ver por aqui!
📽️ Assista ao vídeo aqui embaixo pra descobrir quem eu sou...
ou então, se preferir, é só rolar a página e desvendar cada um dos meus segredos! 🍂✨
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Olá visitante, Eu sou a Aroeira, mas meu nome científico é Astronium urundeuva (M.Allemão) Engl. (sinônimo botânico de Myracrodruon urundeuva Fr. Allem. )Vamos dar uma olhada em algumas informações interessantes sobre mim:
🌎 Onde você pode me encontrar: Posso ser encontrada em todo o Cerrado, e em estados como São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.
📏 Altura e diâmetro: Eu posso crescer bastante, chegando entre 15 a 20 metros de altura e podendo ter um tronco com 50 a 60 cm de diâmetro.
🐝 Amigos polinizadores: Sou polinizada principalmente por abelhas.
🌼 Florindo com charme: As minhas flores são amarelo-esverdeadas, diclamídeas, pentâmeras, actinomorfas unissexuais, com tempo de vida de aproximadamente 12 horas. A frutificação segue logo depois, entre agosto e outubro.
🍃 Folhas fascinantes: Minhas folhas são alternas imparipinadas e pilosas com 7-15 folíolos. Um detalhe curioso: ao serem arrancadas, minhas folhas exsudam um látex e exalam um cheiro que lembra o de manga quando amassadas — uma pista olfativa e tátil e tanto para quem quer me identificar no campo!
🌱 Como me reproduzo: Novas árvores como eu nascem a partir de sementes, dispersas por anemocoria — pelo vento. Meu fruto é uma pequena noz, sustentada por um cálice persistente que se assemelha a um pequeno paraquedas, perfeitamente desenhado para planar e ser carregado pelas correntes de ar. Sou uma espécie pioneira de crescimento lento, mas de enorme resistência — adaptada a se estabelecer mesmo em condições adversas de solo e clima.
🌳 Frutos misteriosos: Meus frutos são pequenas nozes, esféricas, envoltas pelo cálice persistente em forma de paraquedas que auxilia na dispersão pelo vento. São discretos visualmente, mas desempenham papel fundamental na perpetuação da espécie — cada "paraquedas" carrega consigo o potencial de originar uma nova árvore a uma boa distância da planta-mãe.
A Aroeira não é indicado para calçadas estreitas ou locais com fiação elétrica aérea, pois sua copa se expande.
✅ Locais indicados:
Praças públicas
Áreas verdes amplas
Recomposição de áreas desmatadas
Projetos de reflorestamento urbano ou rural
Parques, fazendas e jardins
Restauração de ambientes ripários
⚠️ Evite plantar:
Em calçadas estreitas (menos de 2 metros de largura)
Sob redes elétricas
Perto de construções com fundações rasas
🎨 Produtos Florestais Não Madeireiros: Espécie de enorme tradição na medicina popular nordestina e de intenso interesse científico! Estudos fitoquímicos publicados em periódicos como a Revista Brasileira de Plantas Medicinais (SciELO) identificaram que a casca e as folhas são particularmente ricas em compostos fenólicos — entre eles taninos, flavonoides exclusivos como as urundeuvinas A, B e C, chalconas diméricas e terpenos. Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de Ouro Preto e pela Universidade Federal da Paraíba caracterizaram detalhadamente esses constituintes e avaliaram seu potencial antioxidante, antimicrobiano e de inibição enzimática em modelos experimentais. Embora a casca seja amplamente citada na medicina popular do Nordeste para fins anti-inflamatórios, cicatrizantes e adstringentes, é fundamental destacar que a remoção da casca de árvores vivas — especialmente em ambientes públicos como parques e praças — compromete seriamente a saúde e a sobrevivência do indivíduo, podendo levá-lo à morte. Por isso, toda e qualquer pesquisa sobre os compostos da minha casca deve ser compreendida como conhecimento científico em desenvolvimento, e jamais como incentivo à extração da casca de árvores que estejam vivas em espaços públicos.
E aí, ficou curioso? Vamos unir forças para preservar nossas árvores e tornar nossa cidade ainda mais bonita e agradável!
Ah, e se quiser saber mais sobre mim, dá uma espiadinha nas referências aqui embaixo. 😉🌳🔍
Especies-Arboreas-Brasileiras-vol-1-Livro.pdf
Aroeira-do-sertão — Portal Embrapa
Astronium urundeuva — Biologia da Paisagem
Análise fitoquímica de extratos da casca de Myracrodruon urundeuva — Monografia UFOP
Caracterização de compostos fenólicos de M. urundeuva — Repositório UFPB
Obrigado pela visita!
Equipe do Projeto "O Código das Árvores "
Engenharia Florestal
Instituto de Ciências Agrárias
Universidade Federal de Jataí
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