🌳 Oiê! Que alegria te ver por aqui!
📽️ Assista ao vídeo aqui embaixo pra descobrir quem eu sou...
ou então, se preferir, é só rolar a página e desvendar cada um dos meus segredos! 🍂✨
🌳 Oiê! Que alegria te ver por aqui!
📽️ Assista ao vídeo aqui embaixo pra descobrir quem eu sou...
ou então, se preferir, é só rolar a página e desvendar cada um dos meus segredos! 🍂✨
Olá visitante, Eu sou o Baru, mas meu nome científico é Dipteryx alata Vogel. Vamos dar uma olhada em algumas informações interessantes sobre mim:
🌎 Onde você pode me encontrar: Posso ser encontrado nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, no Cerrado e na floresta latifoliada semidecídua!
📏 Altura e diâmetro: Eu posso crescer bastante, e em tamanhos variados chegando de 15 a 25 metros de altura e podendo ter um tronco com 40-70 cm de diâmetro.
🐝 Amigos polinizadores: Um estudo de biologia reprodutiva conduzido na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, publicado na Revista Brasileira de Botânica (2008), investigou minha polinização ao longo de dois anos e identificou que a visita por abelhas é a mais frequente entre meus polinizadores — com destaque para abelhas solitárias de grande porte, como Xylocopa suspecta, que promovem o fluxo polínico entre diferentes árvores. Esse mesmo estudo revelou que minhas anteras produzem pólen com altíssima viabilidade — 94,4%! — e que possuo um mecanismo floral sofisticado, intermediário entre os tipos explosivo e valvular, que controla a liberação do pólen durante a visita do inseto.
🌼 Florindo com charme: Minhas flores surgem em meados de outubro e se estendendo a janeiro. De coloração branca que são dispostas em panículas apicais. São flores diurnas que duram até 10 horas, armazenando néctar em pequena quantidade numa câmara floral, com concentração de açúcar em torno de 25%. Curiosamente, possuo um mecanismo que limita a autopolinização espontânea — uma película recobre o estigma e dificulta a aderência do próprio pólen, incentivando o cruzamento entre indivíduos diferentes!
🍃 Folhas fascinantes: Minhas folhas são compostas, imparipinadas, alternas, com uma raque alada — uma "asa" estreita ao longo do eixo central da folha, que foi justamente o detalhe que inspirou meu nome científico alata (do latim, "alada"). Tenho de 6 a 12 folíolos por folha, de formato oblongo, glabros e de coloração verde intensa. Sou semidecídua a perenifólia, dependendo das condições climáticas locais, e minha copa densa e sombreada é um dos meus grandes atrativos ornamentais.
🌱 Como me reproduzo: Novas árvores como eu nascem a partir de sementes. A dispersão dos meus frutos ocorre principalmente por gravidade e pela fauna — sou considerada uma espécie-chave para a alimentação silvestre, já que meus frutos são consumidos por um número expressivo de animais de grande porte: antas, araras, catetos, morcegos frugívoros (como o morcego-de-cara-branca), pacas, veados, primatas e até gado bovino. Os morcegos frugívoros, em particular, levam os frutos para poleiros distantes para consumir a polpa em segurança — um comportamento que contribui enormemente para minha dispersão pela paisagem do Cerrado. A frutificação atinge seu pico justamente na estação seca, quando há menor disponibilidade de outros recursos zoocóricos no bioma — fazendo de mim uma fonte alimentar essencial nesse período crítico!
🌳 Frutos misteriosos: Meus frutos são fibrosos, de coloração entre bege-escuro e marrom-avermelhado, com 3 a 7 centímetros de diâmetro e peso entre 26 e 40 gramas. Cada árvore adulta pode produzir entre 2.000 e 6.000 frutos por safra — uma produtividade impressionante! Dentro de cada fruto há uma única amêndoa, de aproximadamente 2,5 centímetros de comprimento e 1,17 grama, envolvida por uma película marrom-escura. Essa amêndoa é comestível e muito apreciada — tem sabor que lembra o amendoim torrado e a castanha de caju, sendo consumida in natura, torrada ou processada em farinhas, óleos, paçocas e doces regionais. A polpa que envolve a amêndoa também é aromática e consumida pela fauna silvestre e pelo gado.
O Baru não é indicado para calçadas estreitas ou locais com fiação elétrica aérea, pois sua copa se expande bastante e o tronco pode atingir grandes dimensões com o tempo.
✅ Locais indicados:
Canteiros centrais largos de avenidas
Praças públicas
Áreas verdes amplas como parques e jardins
Projetos de paisagismo urbano ou rural
⚠️ Evite plantar:
Em calçadas estreitas (menos de 2 metros de largura)
Sob redes elétricas
Perto de construções com fundações rasas
🎨 Produtos Florestais Não Madeireiros: Espécie de altíssimo valor nutricional e crescente interesse científico! Uma revisão científica publicada na revista Brazilian Journal of Biology (SciELO), que analisou 127 estudos sobre o baru, identificou que a amêndoa é rica em proteínas (19 a 30%), ácidos graxos insaturados (75 a 81%) e aminoácidos essenciais, enquanto a polpa se destaca pelo teor de carboidratos, fibra alimentar e vitamina C. Os compostos fenólicos foram identificados como os principais metabólitos bioativos, com maior concentração na amêndoa do que na polpa — e terpenos também foram detectados na amêndoa, na polpa e na casca. Um estudo publicado na Revista Fitos (Fiocruz) caracterizou os constituintes fitoquímicos das folhas e da polpa do baru, revelando alta atividade antioxidante e elevado teor de compostos fenólicos nas folhas. Pesquisas com a farinha da amêndoa, conduzidas pela Universidade Federal de Ouro Preto, avaliaram seu efeito sobre o perfil lipídico e o estresse oxidativo em modelos experimentais, sugerindo potencial hipocolesterolêmico e antioxidante. Diferente da casca — cujos potenciais usos ainda dependem de pesquisas mais aprofundadas e cuja remoção pode prejudicar a árvore —, a amêndoa e a polpa do baru já são amplamente consumidas como alimento tradicional e seguro, consolidadas na culinária do Cerrado e em cadeias agroextrativistas que geram renda para comunidades locais.
E aí, ficou curioso? Vamos unir forças para preservar nossas árvores e tornar nossa cidade ainda mais bonita e agradável!
Ah, e se quiser saber mais sobre mim, dá uma espiadinha nas referências aqui embaixo. 😉🌳🔍
Árvores exóticas no Brasil : madeireiras, ornamentais e aromáticas / Harri Lorenzi ... [et aI.]. -- Nova Odessa, SP : Instituto Plantarum, 2003.
Especies Arbóreas Brasileiras vol 1 - Baru (embrapa.br)
LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 342.
Caracterização fitoquímica e atividade antioxidante de Dipteryx alata — Revista Fitos / Fiocruz
Capítulo Espécies Alimentícias: Dipteryx alata Baru — Embrapa
Dipteryx alata Vogel — Árvores do Bioma Cerrado
Obrigado pela visita!
Equipe do Projeto "O Código das Árvores "
Engenharia Florestal
Instituto de Ciências Agrárias
Universidade Federal de Jataí
NOSSOS PARCEIROS